
O milheto (Pennisetum glaucum) é uma gramínea forrageira anual de verão, de fácil implantação e manejo, com grande adaptabilidade ao ambiente, condições de clima e solo, caracterizando-se por sua precocidade, seu alto potencial de produção e sua qualidade nutritiva.
É o sexto cereal mais consumido no mundo, com boa adaptação a regiões tropicais áridas e semiáridas, déficit hídrico, altas temperaturas e solos com 3 baixa fertilidade natural (MARCANTE et al., 2011),
A sua principal utilização é na alimentação animal, possuindo 50% a mais de proteína do que o milho, com melhor perfil de aminoácidos, maior teor de óleo, livre de aflatoxina e não contém glúten. Sua tabela nutricional também o torna uma ótima opção para alimentação humana.
Mas, porque plantar milheto?
O milheto granífero é um alimento muito nutritivo, o que proporciona um rápido ganho de peso animal na utilização de rações. Além disso, sempre que ocorre o adiantamento do plantio da soja, ocasionado pelo atraso das chuvas, o cultivo do milho segunda safra sofre com o alto risco, e o milheto se torna uma excelente alternativa em função da sua rusticidade.
O milheto também é uma ótima opção para a adubação verde, melhorando as propriedades do solo, aumentando a matéria orgânica e consequentemente amenizando a erosão hídrica ou eólica devido a proteção proporcionada pela cobertura morta. Essa cobertura promove também a manutenção da temperatura do solo, além de servir como barreira física contra a germinação de plantas daninhas (BOER et al., 2008).
Além disso, ele auxilia no controle dos principais nematoides, reduzindo sua presença no solo e reciclando nutrientes, deixando uma palhada de excelente qualidade.
Portanto, o milheto traz diversas vantagens que permitem ampliar a produção e a sustentabilidade, oferecendo maior lucro aos agricultores e pecuaristas.
Referências Bibliográficas
BOER, C. A.et al. Biomassa, decomposição e cobertura do solo ocasionada por resíduos culturais de três espécies vegetais na região centro – oeste do Brasil. Revista Brasileira de Ciência do Solo, Viçosa, v.32, n.2, p.843 – 851, 2008.
KICHEL, A. N.; MIRANDA, C. H. B.; ZIMMER, A. H. Fatores de degradação de pastagens sob pastejo rotacionado com ênfase na fase de implantação. In: SIMPÓSIO SOBRE MANEJO DE PASTAGENS, 14., 1997, Piracicaba. Anais… Piracicaba: FEALQ,1997.
MARCANTE, N. C.; CAMACHO, M. A.; PAREDES, F. P. J. Teores de nutrientes no milheto como cobertura de solo. Bioscience Journal, Uberlândia, v. 27, n. 2, p. 196-204, 2011.
SERATTO, Celso Daniel. Milhetos se mostram uma boa opção no manejo dos solos e na alimentação humana e animal. 2020. Disponível em: https://www.idrparana.pr.gov.br/Noticia/Milhetos-se-mostram-uma-boa-opcao-no-manejo-dos-solos-e-na-alimentacao-humana-e-animal. Acesso em: 06 fev. 2025.